Agora é Lei: Petrópolis cria campanha permanente de prevenção e atendimento a acidentes com animais peçonhentos

por Diogo Ferreira da Costa publicado 11/05/2026 19h57, última modificação 11/05/2026 19h57

Petrópolis passa a contar com uma nova política de conscientização em saúde pública com a sanção da Lei nº 9.256, de autoria da vereadora Gilda Beatriz. A nova legislação institui a Campanha Permanente de Orientação sobre Prevenção e Atendimento em Acidentes com Animais Peçonhentos no município, com o objetivo de informar, conscientizar e orientar a população sobre medidas preventivas, primeiros socorros e os locais adequados para atendimento.

A lei prevê ações educativas voltadas tanto para áreas urbanas quanto rurais, reforçando a importância da informação rápida e correta em situações envolvendo escorpiões, serpentes, aranhas e outros animais peçonhentos. Entre os objetivos da campanha estão a divulgação de medidas de prevenção, orientação sobre os primeiros socorros adequados até a chegada ao serviço de saúde e a conscientização sobre a importância do atendimento imediato.

A legislação também determina a ampla divulgação dos polos de referência para soroterapia e atendimento especializado existentes no município. Atualmente, Petrópolis conta com atendimento especializado na UPA Cascatinha e na UPH Pedro do Rio, unidades habilitadas para esse tipo de ocorrência.

A campanha deverá ser realizada por meio de cartazes, banners e materiais informativos em unidades de saúde, escolas e prédios públicos, além de ações nas redes sociais oficiais do município, palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos e campanhas intensificadas em períodos de maior incidência.

Outro ponto importante da lei estabelece que todas as unidades de saúde do município deverão manter afixadas, em locais visíveis, informações claras e atualizadas sobre os locais de referência para atendimento e aplicação do soro antiveneno, além de orientações básicas de encaminhamento imediato.

A parlamentar destacou que acidentes com animais peçonhentos representam uma importante questão de saúde pública, especialmente em regiões urbanas e rurais da cidade. O texto também relembra um caso recente que ganhou repercussão nacional: o falecimento de uma criança após picada de escorpião em razão do atraso na administração do soro antiveneno, fato que reacendeu o alerta sobre a necessidade de informação rápida e atendimento adequado.