Agora é Lei: Circuito de Economia Popular Solidária é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Petrópolis

por Diogo Ferreira da Costa publicado 28/04/2026 13h27, última modificação 28/04/2026 13h27

Petrópolis dá mais um passo importante na valorização da cultura e da economia local. A Lei nº 9.241, de autoria do vereador Thiago Damaceno, reconhece oficialmente o Circuito de Economia Popular Solidária como Patrimônio Cultural Imaterial do município.

Realizado de forma itinerante em diversos espaços públicos da cidade, o Circuito reúne feiras, encontros e atividades que promovem a exposição, comercialização e valorização de produtos artesanais, alimentícios e culturais. As iniciativas são conduzidas por trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária, com base em princípios como cooperação, autogestão, solidariedade, sustentabilidade e valorização do trabalho humano.

A legislação reconhece não apenas a importância econômica do Circuito, mas também seu papel social e cultural. O espaço fortalece a identidade petropolitana ao reunir artesãos, feirantes e empreendimentos solidários que mantêm vivas práticas tradicionais, promovem a troca de saberes e incentivam o consumo consciente.

Entre os objetivos da lei estão a valorização e preservação das práticas culturais ligadas à economia popular solidária, o reconhecimento do papel histórico desses trabalhadores na formação da cidade, o fortalecimento da inclusão social e da geração de renda, além do incentivo à continuidade e à transmissão dos saberes e fazeres associados ao Circuito.

A norma também autoriza o Poder Executivo a adotar medidas de salvaguarda do bem cultural reconhecido, respeitando a legislação vigente e a disponibilidade orçamentária, garantindo assim a proteção e a continuidade dessa importante manifestação cultural.

Autor da lei, o vereador Thiago Damaceno destacou a relevância da iniciativa para o município. “O Circuito de Economia Popular Solidária representa muito mais do que uma atividade econômica. Ele é um espaço de resistência, cultura, inclusão e oportunidade. Reconhecer esse movimento como patrimônio imaterial é valorizar as pessoas, o trabalho coletivo e a identidade da nossa cidade”, afirmou.